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Consumidor

Modelo de petição inicial por cobrança indevida de energia elétrica 

Campos entre colchetes, como [nome], são dados para substituir. [PREENCHER] é um dado que só você tem; [CONFERIR] é o que a Verbentia não achou na fonte. No Word, as duas vêm grifadas.

Adapte ao seu caso.Feito com IA
Feito com IA

Texto escrito pela IA da Verbentia; revise antes de usar ou de protocolar.

Gerado pelo motor e editado depois, com revisão editorial. Nomes, datas e valores são inventados.

Ler o modelo inteiro

Quando usar 

Para consumidor que recebe conta de energia com leitura superior à registrada no medidor.

O caso pede refaturamento e suspensão do corte pela fatura impugnada.

A cobrança ainda não foi paga: pede inexigibilidade do excesso, sem repetição de valor não desembolsado.

O modelo inteiro 

Com a lei ligada à fonte oficial. Troque os campos entre colchetes pelo seu caso.

AO JUÍZO DO [NÚMERO] JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE NATAL/RN

[nome da autora], [qualificação e endereço], por seu advogado, propõe AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO CUMULADA COM REFATURAMENTO E OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER, COM TUTELA DE URGÊNCIA, contra [concessionária privada], [CNPJ e endereço].

I — DOS FATOS

A autora recebeu a fatura residencial de setembro de 2026, da unidade [número], no valor de R$ 1.200,00, com vencimento em 15/09/2026. A conta registra leitura anterior de 12.000 kWh e atual de 13.200 kWh.

As fotos datadas de 01/09/2026 e o relatório de vistoria da ré, de 04/09/2026, mostram que a leitura real no fechamento era de 12.180 kWh. A diferença efetivamente consumida foi de 180 kWh. A própria planilha tarifária da concessionária, com os componentes e tributos da competência, apurou a conta correta em R$ 180,00. O erro de digitação gerou excesso de R$ 1.020,00.

A ré reconheceu a leitura errada no protocolo de 05/09/2026, mas manteve o único canal de pagamento exigindo R$ 1.200,00 e deixou de emitir a fatura correta. A autora pretende pagar os R$ 180,00 devidos e ainda não conseguiu fazê-lo. As demais contas estão quitadas.

Em 18/09/2026, a autora recebeu aviso de corte para 05/10/2026 por essa mesma fatura. O serviço continua ligado e o nome permanece sem negativação, mas a ameaça tem data certa e exige proteção imediata.

II — DO REFATURAMENTO E DA PROTEÇÃO DO SERVIÇO

A autora é destinatária final do serviço e a ré é concessionária fornecedora, incidindo os arts. 2º, 3º, 20 e 22 do CDC. A prestação adequada inclui medir e faturar corretamente. O erro está demonstrado pelas fotos, pela vistoria e pelo reconhecimento administrativo da própria ré.

A concessionária deve corrigir a fatura para R$ 180,00 e excluir os R$ 1.020,00 indevidos. A continuidade do serviço essencial é protegida pelo art. 22 do CDC; o art. 6º, § 3º, II, da Lei 8.987/1995 disciplina a interrupção por inadimplemento do usuário. Aqui, a ré bloqueia o pagamento correto e ameaça suspender o serviço com base em uma conta que reconhece como errada.

Requer o refaturamento definitivo e a abstenção de corte, negativação, cobrança por qualquer meio e encargos fundados no excesso de R$ 1.020,00. Até a emissão da conta correta e o transcurso do novo prazo de pagamento, requer também que a ré se abstenha dessas medidas pela fatura impugnada e dos encargos de atraso causados pela falta de correção, conforme os arts. 42 e 84 do CDC e art. 497 do CPC.

III — DA TUTELA LIMINAR

A documentação da própria ré demonstra a probabilidade do direito. O aviso de suspensão em 05/10/2026 mostra perigo concreto de interrupção da energia da residência. Pelos arts. 300 e 537 do CPC e art. 84, §§ 3º e 4º, do CDC, requer liminarmente a emissão da fatura de R$ 180,00 em 48 horas, com novo prazo de vencimento de dez dias após sua disponibilização, sem multa ou juros pelo atraso causado pela ré.

Se a ré impedir o pagamento correto, requer autorização para depósito judicial de R$ 180,00. Requer que a ordem impeça imediatamente o corte, a negativação, a cobrança por qualquer outro meio e os encargos pela fatura impugnada até a disponibilização do pagamento correto e o novo vencimento, mantendo-se definitivamente a proibição quanto ao excesso. Pede multa diária de R$ 200,00, limitada inicialmente a R$ 4.000,00, e confirmação final.

IV — DO RITO E DOS PEDIDOS

A ré é concessionária privada. O valor e a controvérsia documental permitem o rito do Juizado, no domicílio da autora, pelos arts. 3º, 4º, III, e 8º da Lei 9.099/1995.

Requer:

a) a tutela liminar nos termos do item III, para refaturar em 48 horas, fixar novo vencimento, admitir depósito se necessário e impedir corte, negativação, cobrança por outros meios e encargos pelo excesso e pelo atraso causado pela ré, sob a multa indicada e com confirmação definitiva;

b) a citação da ré para a audiência e resposta, e a procedência para declarar inexigíveis os R$ 1.020,00 excedentes e refaturar definitivamente setembro de 2026 em R$ 180,00;

c) a abstenção definitiva de corte, negativação, cobrança e encargos pelo excesso de R$ 1.020,00, bem como a exclusão dos encargos de mora do período em que a ré impediu o pagamento correto;

d) a exibição dos registros de leitura, da vistoria e dos protocolos da competência, para demonstrar a leitura real de 12.180 kWh, o erro de digitação e a recusa de emitir a fatura correta. Se a ré deixar de exibi-los injustificadamente, requer a admissão desses fatos como verdadeiros, pelos arts. 396, 397 e 400 do CPC;

e) prova documental suplementar e oral pertinente.

Aplicam-se às custas e à sucumbência os arts. 54 e 55 da Lei 9.099/1995.

Dá-se à causa o valor de R$ 1.020,00, correspondente ao excesso cuja inexigibilidade se pede, pelo art. 292, II, do CPC.

Natal/RN, 25/09/2026.

[nome do advogado] — OAB/[UF] [número]

DOCUMENTOS ANEXOS

Fatura de setembro e histórico de pagamentos; fotos datadas e relatório de vistoria; planilha tarifária; protocolos e aviso de corte.

O que foi revisado neste modelo 

  • A tutela impede corte, negativação, cobrança e encargos pelo excesso, protege o pagamento correto e fixa prazo para refaturamento; a ordem é confirmada ao final (CPC 300, 497 e 537). Código de Processo Civil · fonte oficial

Lei citada · fonte oficial 

A aplicação dos dispositivos ao caso concreto precisa ser conferida pelo advogado.

O que você precisa trocar e conferir 

  • Substitua os campos entre colchetes e confira competência, rito, procuração, fatos, provas, pedidos e valores do caso real.
  • Compare leituras, fotos datadas, histórico, consumo, tarifa, tributos e bandeira da competência. Não use média histórica como prova isolada de erro.
  • Discrimine o consumo efetivo e o valor incontroverso para pagamento. Tutela deve impedir corte, cobrança, encargos e negativação pelo excesso, sem liberar outras faturas legítimas.
  • Aqui a fatura é R$ 1.200,00 e a conta correta R$ 180,00: excesso R$ 1.020,00. Nada foi pago por essa fatura. Se houver pagamento indevido no caso real, avalie repetição em dobro pelo CDC 42 e prove todos os desembolsos.
  • Danos morais dependem de fatos concretos; neste exemplo não houve corte, negativação nem pedido indenizatório. Se ocorrer corte durante o processo, avalie aditamento e tutela de religação sem taxa.
  • Concessionária é privada no exemplo. Verifique natureza da ré e competência; no Juizado, confira necessidade de perícia complexa e liquidez dos pedidos.

Conheça a Verbentia. 

A geração a partir do seu relato será apresentada aqui depois de conferida no app publicado.